Manifestos
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abril 30, 2005


Fim


Após um ano de blog, chega o fim para este url, novo volume (serie 2005/2006) em manifestosvolume.blogspot.com



Publicado por nunogoncalopaixao em 01:30 PM | Comentar (0)

abril 06, 2005


Tirei uma fotografia à chuva


-Mata aqui mata aqui não quero saber, peparoni queijo não faz pim pim.
- Ah?
-E tu hoje? Já comeste o teu pudim?
-Que feia paixoneta vem a sair dos teus lábios?
-Umas belas palavras sem ser de sábio.
-Que tentas tu fazer?
-Meter medo só se for de sem querer.
-Amedrontas sempre se poderes.
-Mas hoje é dia 9 por querer.
-Então e assim? Que tem a ver com pudim?
-Nada disse eu!
-Desculpa não percebeu.
-Quem?
-O meu eu?
-E responde por ti?
-Tem de ser assim…
-E nada podes fazer?
-Poder posso mas para quê?
-Para ser para ter?
-Não percebi. Porque falas assim?
-Um dia morreu mil, salvou-se milhão.
-Não tas a rimar…
-Não faz mal.
-Ok, vou mudar de canal.
-Não espera… cantar (rima com rimar e faz-se a dobrar)
-Fico mais um minuto, nem mais um segundo te escuto.
-Mas quem manda aqui a final?
-É a dona do meu sal.
-E onde se encontrar tamanha riqueza?
-No fundo.
-Quem não rima agora és tu!
-Não importa Estou numa de chatear.
-Olha, de sem querer voltaste.
-Rima mental, muito bem horizontal.
-Ah?
- Nada esquece explicar não me apetece.
-Porque tens de falar ao contrario?
-Nunca experimentaste ótario?
-Sai de sem querer.
-Pára, está-te a repetir com a ma língua do Cláudio!
-Não percebi agora
-Está a chatear seu astrolaudio!
-Seu que?
-Rimou com Cláudio, não era isso que querias?
-Está bem, mas assim não me amacias…
-E porque haveria eu de te querer amaciar?
-Sei lá, para me soltar…
-Que segredos guardaras tu?
-Só meus de mais ninguém!
-Perguntava irónico, não me interessa os teus tesouros…
-Riquezas porquê?
-Tu é que sabes, o valor do interior.
-Estou farto agora!
-Vais te embora?
-És sem sentido, deixa-me em paz.
-Vai tu com amora!
-Para me adoçar a boca?
-Sim, a ti e aos teus pais, assim li nos jornais.



Publicado por nunogoncalopaixao em 10:37 PM | Comentar (4)

abril 04, 2005


E os poemas agora não interessam com o problema que tem de terem presos as facções de amores de cordões presos por umbilicais veados transformistas de natal terra onde o sol as vezes não nasce nortistas como a todos os gajos do amarelo sitio da terra cast


E os poemas agora não interessam com o problema que tem de terem presos as facções de amores de cordões presos por umbilicais veados transformistas de natal terra onde o sol as vezes não nasce nortistas como a todos os gajos do amarelo sitio da terra castanha que funde e nada na boa merda que faz onde nasce a vontade sendo proporcionalmente directa à aventura de longe que produz capital de cuba que nasceu que morreu que viveu e então morreu sem que porque esse que não interessou e está a ser mato por se repetir que mais não sabe fazer que nascer em forma invertida de crucifixo de enxaquecas mortas por mil pandas de formas vermelhadas pelo sangue dos mártires ornamistas em paraísos mentais figuristas em surreal mártir da vida após a morte que repete outra vez que sem ser convidado pela figura a que puta de assalto sem mãos no ar sem funerais desnecessários em brancos colarinhos de bexigas excepcionalmente aniquiladas desunhadas pela vida paralela dos rectos em acção de não admitirem outras faculdades administrativas de condução morra pim basta cavalo verde sem assas tiburtinio de activação ornal anal vaginal monumental Saldanha claro de luz que não se pôs em altura amarelada de falta de água sem vida fora da mente por preguiça além pesca de tubarões também assas mas verdes de ciúmes de cardumes pescados por marados sem atados que borrados foram cavados e matados sem vivalma de açoite que borroite e não só assoou mas não limpou borrou mas não cagou foi enfim a vida parva sem alma de joelhos em colar sem par amar sal colorado.



Publicado por nunogoncalopaixao em 10:04 PM | Comentar (1)

março 28, 2005


É só mais um começo...


A cada momento de pausa, ai sim, lá venho eu pois venho, e cada vez melhor, pois não, não me aguento muito com o mesmo quadro, simplesmente farto de mim mesmo, enfadonho a descoberta de ontem, já não me interessa, hoje não quero saber, só ando a procurar o hoje para amanha ser passado e estar farto e assim novo vai voltar a ficar etc, como tem sido ate agora, e é bom sentir isso nas veias, o correr da mudança, de tudo o que é novo, não ter nada à frente, porque mais nada existe, só o que eu quiser (conseguir que haja) é tão bom sentir os dias assim, é bom demais, e as pausas? Ui, isso é demais, toda aquela farsola de não ter que fazer, acreditar mesmo que estou bloqueado, ah, apenas não aguento mais com o meu ontem, é usual de mais, eu próprio já o fiz porque hei-de tornar a faze-lo, vá, ok, nunca acabei nada, mas o tempo já acabou alguma coisa? Apenas vai apagando o que outros fazem, mas houve alguns que não apagou, e foi uma vergonha para o tempo porque ele era invencível até encontrar o homem, e mesmo limitado a ser aquilo que é e sempre foi, não deixa de fazer frente ao tempo, e os poucos que lhe fazem frente, gozam com ele, porque o tempo apaga lhes o calor dos corpos, mas não as palavras, e disso o tempo tem inveja, e eu observo, e tenho os mesmos medos de todos, apenas tenho momentos de lucidez tal quer gozo com ele, porque ele sabe que pode não me apagar a mim e isso é demais para ele, sempre que me tenta agarrar, já eu estou noutra, farto de onde o tempo me cria agarrar, ahhh merda pó tempo, só sabe é chatear, e também? O que interessa isso agora? Nada!!! Ah ah, ouvi esta e gostei, e o que ela disse nada!!! Ah ah.!!! Vou-me encontrar outra vez com o amanhã, porque o hoje está quase a pegar-me, xiiu…



Publicado por nunogoncalopaixao em 12:32 PM | Comentar (1)

março 27, 2005


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Faço biografias por medida.
Tudo o que desejar ter sido, o que queria ter feito, como queria ter nascido, como queria ter ficado conhecido. Todo o percurso que num fez, eu faço-o para si, o que um dia sonhou ser, pode agora ter sido, basta encomendar. (Faço outros trabalhos por medida, basta encomendar).
E-mail-nunogoncalopaixao@portugalmail.com



Publicado por nunogoncalopaixao em 09:17 PM | Comentar (1)

março 09, 2005


Murtalha


Eu tenho a certeza
Que sou novo
Que vou morrer
Tenho a certeza
Que o tempo passa cada vez mais
Rápido
Que estou a viajar
Tenho a certeza de só parar quando me sento para comer
Sozinho
Depois estou sempre a viajar
Quando estou a dormir
As vezes também paro de viajar
Ou pelo menos não me lembro
Tenho a certeza que a minha viagem vai acabar
As vezes fico tonto com a rapidez a que gira
A terra como sempre
Tenho medo de ficar tonto
Quero viajar à velocidade da terra
Mas nunca e igual
As vezes é mais rápida
As vezes é mais lenta
Disso não tenho a certeza
Talvez seja eu
Tenho a certeza que todos têm medo da viagem
Mas não sei se ficam tontos
Não sei quando vai acabar
Só sei que vai.



Publicado por nunogoncalopaixao em 12:36 PM | Comentar (1)

março 05, 2005


Carta da falta de coragem


Olá amor, escrevo-te esta carta, para te dizer pela última vez amor, porque hoje foi a ultima vez, sim, foi a ultima.
Com todas as certezas, sim, todas as minhas certezas sei que sim, que gostei, sei que não. Sei que não é fácil como dar um beijo, dos tantos que demos. E só mais um dia hoje, e sabemos perfeitamente disso, eu sei perfeitamente disso, sei que eu sou, sei quem tu és, sei que dia e hoje, como todos nos outros dias também sabia. E hoje sei mais uma coisa, sei que amanhã vou ser só metade, ate recuperar o que me falta, e certamente o que te falta a ti. Como seria eu de esperar, não, não me esqueço de tudo, apenas o que a memoria não fixou, o importante recordo tudo enquanto escrevo do que recordei antes de escrever, do que recordei antes de decidir escrever. As manhãs, as tardes as noites, os meios tempos que íamos arranjando nas madrugadas, nos fins-de-tarde, de manhãs, não, não me esqueço da forma de me tocares, do meu clítoris que se fazia sentir quando te fazias provar, das minhas mamas, nas tuas mamas, sofro por não poder continuar, mas não. Vives num mundo de mentira, que tu criaste, com prioridades que cada vez mais se afastam do meu alcance, não só do olhar, como te sinto a afastar, do que é real, nas mentiras que inventas, e manténs com toda a força que for necessária, fazes algo que não e humano, não é normal, e mais não consigo dizer, nada mais que tu alcances, não me quero esquecer, de ti, apenas que me quero lembrar.
Adeus amor.



Publicado por nunogoncalopaixao em 10:21 AM | Comentar (1)

março 02, 2005


Descrição de paisagem da ira humana (de alguns, os outros apenas a realizam).


As nuvens caem, pesadas demais, escuras, carregadas, demoníacas como as caras que aparecem ao longe, longe demais para serem cheiradas, meios, estão a meios os prédios, como que rasgados, a meio, todos iguais na desgraça, simétricos que pesam no olhar, da cor do céu, muda o tom do mesmo cinzento. É tudo frio demais, nesta imagem que me seduz, como preferia uns binóculos, para estar bem longe do que vejo agora, sobra só o fundo branco, o fundo branco da morte. Infinito na focagem, perto como eu nunca senti.



Publicado por nunogoncalopaixao em 10:22 PM | Comentar (2)

fevereiro 23, 2005


Henri Toulouse-Lautrec


Nasceu em Albi, França, em 1864, de pais primos em primeiro grau que logo se separaram. Em criança, fractura o fémur esquerdo numa queda. Um ano depois, fractura o fémur direito. A partir de então, as suas pernas não crescerão mais. Viveu sempre com a sombra da deficiência. Foi para Paris em 1884 e instalou-se em Montmartre. Libertou-se cedo do academismo. Frequentou o “cabaret” de Aristide Bruant, onde expôs as suas obras. Conheceu Paul Signac, Pierre Bonnard e Van Gogh. Morreu em 1901, num processo de autodestruição progressiva, não tinha ainda 40 anos.
“Ah! Como gostaria de encontrar neste mundo a mulher cujo amante fosse mais feio do que eu.” Toulouse-Lautrec



Publicado por nunogoncalopaixao em 11:32 PM | Comentar (4)

fevereiro 22, 2005


Andy Warhol


Há informações contraditórias sobre a sua data de nascimento ? o próprio Warhol dizia que o registo de nascimento de 1930 era falso. Nasceu em Forest City, na Pensilvânia, entre 1928-30. Mudou-se para Nova Iorque onde, nos primeiros tempos, foi desenhador publiciátio da “Vogue” e da “Harper’s Bazaar”, desenhou sapatos para I. Miller e decorou montras para Bonwit Teller. Nos anos 60, colaborou com Lichtenstein e criou as latas de Sopa Campbell ? nascimento da “pop art”. Colaborou em filmes e concertos com os “Velvet Underground”. Morreu em 1987.
“Não se imagina a quantidade de pessoas que pendurariam em casa o quadro da cadeira eléctrica, sobretudo se as cores das telas combinassem com as cortinas.” Andy Warhol



Publicado por nunogoncalopaixao em 11:24 PM | Comentar (2)

fevereiro 15, 2005


Manifesto de raiva correcta


Um pequeno grão artificial que não há-de passar disso mesmo, um grão artificial que se quer ser feito sentir, porque uma vez se fez sentir, mas nunca foi sentido com o objectivo a que se propôs, porque não é das palavras que se fazem os homens, elas descrevem, transmitem, mas as atitudes são de cada um, como no olhar se vê que é. Nunca foste sonhado, a casualidade cruzou-te no caminho de quem nunca te viu pedra, apenas um grão artificial, que é espirrado por não se gostar da sua presença, por se ter multiplicado sem autorização. És um erro, que não consegues esquecer na tua demência por um partido das tuas fantasias, das quais enches as tuas memórias informáticas. Degradante foi a vida de alguém enquanto influencia da tua presença, quiseste ser mar, quiseste ser vento, mas foste merda, e continuas a ser, mas já não influente, és apenas uma memoria incomoda e por isso és grão que e espirrado, por seres incomodo com a tua tentativa de presença. Mas não se brinca com o amor, os ciúmes tiram de nós o que resta de homem, fazem esquecer a humanidade que nos civiliza, cuidado com o amor, a visão romântica das montanhas que move pode ser mais bem destrutiva que a imaginação. Volta para o porto de onde nunca devias ter saído. Aqui não és bem-vindo, nunca fostes, apenas a cortesia te mantia intocado. Vai sofrer longe, com o teu amor nunca correspondido, vai ser pó insignificante num deserto insignificante de emoções que são as tuas.



Publicado por nunogoncalopaixao em 11:25 PM | Comentar (2)

fevereiro 10, 2005


Obrigacões não deviam caber nos corações!


Para quê tentar manter uma certa frequência,
Em que as palavras saem com a mesma velocidade
Que são pensadas.
Porque se pensar mais à frente esqueço
Para quê dar horário à espontaneidade
Se ela não avisa
E ate bate à porta quando estou a dormir.
Para que ser fiel à regularidade
Se o que escrevo não são razões.
Não vale a pena esforçar, ouvir uma música para inspirar
Será quando tiver de ser.
Se na mesma altura, ainda melhor.



Publicado por nunogoncalopaixao em 12:37 AM | Comentar (3)

fevereiro 07, 2005


Só por ti


Fala
Eu escuto
Chora
Eu também
Abraço-te
Precisas de mim
E eu de ti
Afinal...somos um.



Publicado por nunogoncalopaixao em 03:53 PM | Comentar (3)

fevereiro 03, 2005


Tragédia I


A pequena carochinha
Que era tão bonita e arrumadinha
E sem ser aleijadinha
Tinha ficado viúva,
Do João Ratão
Que sem coração
Perdeu a vida num caldeirão.

Que ia agora fazer a carochinha
Que sem o amor do João
Não via mais razão
Para ser tão bonitinha e arrumadinha.

“De tão pequenina que sou
Vou precisar de ajuda
Pois vou”
Dizia a carochinha
Que na sua carinha
Espelhava a preocupação
De ter ficado sem o João
Afinal, era o seu Ratão.



Publicado por nunogoncalopaixao em 01:41 AM | Comentar (1)

janeiro 30, 2005


Primavera


Penteava com a mesma escova o meu cabelo, loirinho, novo, com os caracóis, ondas do sol, cheirando a champô, também igual ao da minha irmã, que tem alguns anos de diferença, mas não fazia mal, pelo menos neste assunto de cabelo. Estávamos na sala, com a janela aberta, um sol radioso de primavera, logo depois de almoço que era mais ou menos quando a minha mãe acordava para fazer o nosso, e voltava para a cama, descansar mais um pouco de toda uma noite de trabalho, mas hoje tinha sido diferente, tinha ficado mais um pouco depois da sobremesa, não apenas para nos fazer simples companhia, aliás, estava eu a começar a perceber o mundo, ficando os momentos mais marcantes já gravados na memória, com aquela aparência de muito distantes, recordações baças mas fortes, a minha irmã mal falava ainda, não lhe fazendo grande confusão todo o hábito de apenas ver a mãe durante o almoço e antes do jantar, desta para lhe dar um beijo de despedida para no próximo dia continuar a haver almoço, estava mais habituada à avó, com a qual ia passando os dias. Mas tudo isso era diferente hoje, na banheira, que ainda estava na sala, via na água agora já fria, era uma de plástico, de bebé, que a mãe ainda usava, principalmente quando o tempo começava a aquecer, as bolhas iam-se rebentando, uma a uma, por vezes juntando-se numa maior, para rebentar pouco depois, enquanto sentia as mãos dela na minha cabeça, a pentear-me, como se fosse a primeira vez, pois não me recordava da última vez que senti o seu toque na minha nuca, estava feliz, sentia dentro de mim um volume para além dos que sentia todos os almoços, este não era no estômago, era no coração, sentia-me cheio com todos aqueles gestos que me iam enchendo de algo mais que o amor do beijo da despedida, aquele da noite depois do jantar, que a minha avó fazia também com todo o carinho. Era a vez da minha irmã, sai com um pequeno pulo do colo da minha mãe para lhe dar lugar, já estava vestido, assim como ela, faltava só mesmo o cabelo para terminar. Têm o cabelo ainda mais loiro que o meu, com os mesmos caracóis, que o sol realçava e o desenho da camomila no champô faz relembrar, fazia pequenas caretas de dor quando a escova encontrava algum nó mais resistente, mas as mãos da mãe depressa a acalmavam, devia ser quando tocava na nuca, só podia, ele é minha irmã.
Estávamos prontos, lavadinhos, cheirosos, radiantes de fazer inveja ao sol que ia entrando, corríamos em pequenos círculos à volta da banheira, como que um ritual de transpiração para repor no nosso corpo, e a mãe olhava, com aquele sorriso, aquele que não se descreve, que entra pelo nosso olhar, o meu e o da minha irmã, porque só nós é que o percebemos, porque nós é que somos irmãos, ela estava feliz, eu sentia-o, e perguntei:
-Mãe? - com aquela voz ainda de criança.
-Diz filho – respondeu ela prontamente, embora com a voz ainda meio rouca do sono, mas tão maternal como sempre.
-Aonde vamos? – com toda a curiosidade e sem fazer ideia.
-A lado nenhum amor. Porquê? – disse com naturalidade.
-Então porque é que nos vestiste assim? – disse eu já a preparar a próxima pergunta.
-Então agora não posso ter os meus filhos bonitos quando quero? - disse com aquele tom de brincadeira.
-É para o pai ver? – pesou o silencio - Ele lá no céu, onde a avó diz que está, consegue ver tudo não consegue mamã? – disse eu misturando um ar pesado na inocência da minha pergunta.
-Sim filho, o pai vê tudo. – disse só com o ar pesado – Ele está sempre a ver-vos.
Fez o máximo para disfarçar, mas eu sei que sim, agora eu compreendo que matei aquela tarde, afinal ainda tinha partido à pouco tempo. Afinal éramos só umas crianças.



Publicado por nunogoncalopaixao em 02:52 AM | Comentar (2)

janeiro 27, 2005


A nave


É inevitável não começar a pensar, nesta escuridão em que tudo o que existe está tão longe, o ambiente assim o exige, são demasiados os tempos mortos a não ajudar, penso nos teus primeiros tempos, na energia do carvão, e fazer amor, penso com cada parte do meu ser, sinto o que estou a pensar, converso comigo, outras vezes falo sozinho, de vez quando, só mesmo as vezes estou calado, não falo comigo não por estar zangado, apenas estou a olhar. Quem me pôs aqui em cima, foram os físicos, os químicos, a matemática que tão curiosa sempre foi, é sempre tudo tão fascinante, tão interessante, gosto de aprender ate ao ponto de não conseguir compreender e refugiar-me na minha simplicidade, na minha simetria de acontecimentos sem destino prévio, no acaso que fomos fazendo acontecer, penso nesses homens e mulheres, o importante que eles são, os biólogos, os médicos de todas as classes, os políticos, tantos e tantos que tudo dão por nós, que se sacrificam a eles próprios para pudermos subir mais alto, cada vez mais alto, e os que vem atrás, a subir cada vez mais o chão, para a queda não seja tão alta, e se caímos, só o sabor da terra entre os dentes nos sabe dar aquela força de subir ainda mais alto, são tão importantes essas pessoas, já me salvaram tanta vez. São tão importantes essas pessoas, penso na música, no mundo cada vez mais para trás, nas luas que fui vendo, tudo que outras pessoas já viram, já pensaram, são estas as pessoas que fazem o mundo andar para a frente, fazem a humanidade mais alta, são as pernas fortes de quem não quer cair. E o resto? As outras pessoas especiais o que são? Qual é a diferença de uma lágrima num tubo de ensaio, com a sua fórmula química rabiscada ao lado, com a de uma pintada numa tela, qual a diferença de uma batalha, tão bem documentada num livro de historia, com a sinfonia que ela inspirou? Qual é a sensação forte que uma estátua, fria da pedra, que uma parede não consegue dar? Onde melhor se vê o vazio da alma que não nas caras dos presos nos campos de concentração, nas contas? Nas fórmulas? Eles são especiais, isso são, eles são importantes. Também são, são eles que me propulsionam estar onde estou, mas quem enche a alma, quem não deixa escapar o nosso interior, são os artistas, os especiais, porque poucos têm o dom de com todo o mérito representar o que o Homem é por dentro.
Porque nunca ouvi melhor ódio que numa musica, nunca vi maior saudade que numa tela, nunca senti maior amor que num gesto. É disso que eu sou feito, é sobre isso que eu vivo, é disso que eu penso.



Publicado por nunogoncalopaixao em 01:39 AM | Comentar (2)

janeiro 24, 2005


Domingo à tarde


Não podes mexer no meu cabelo… Eu não uso Panasoni!!!



Publicado por nunogoncalopaixao em 12:28 AM | Comentar (2)

janeiro 23, 2005


Xisto da morte


“Ping ping, não é bem igual ao som da água… ping, ping faz repetidamente, cada vez mais devagar… ping ping vai escorrendo o sangue que sai da face, percorre o cabelo, trata cada fio por igual, até se mandar contra o solo numa queda sem sentido, ping ping vai desaparecendo.
-Está na hora de bazar!!! Desta merda de assalto!!! Quero todos de mãos no ar!!! Nem um gesto!!! -respiro- Vamos embora caralho!!!
-E saímos daqui sem foder!?!
-Cala-te homem do caralho!!! Traz esse fio que e meu!!!
Curto agora a recordação, nunca me soube tão bem sentir o sangue quente na cara, esburrifado da pancada, vinha com o reflexo dos olhos, pelos quais a vida fugiu, lentamente sem deixar falar a mulher a quem pertenceu. O pouco do crânio que saio, ficou preso na mala, vou guardar como recordação, nem merece a pena lavar.
Tens aí o piano? Toca qualquer coisa para eu ouvir.”
Foi com estas palavras que nos deixou, caindo fulminado pouco depois, e assim morreu o maior cabrão que conheci até agora.



Publicado por nunogoncalopaixao em 01:44 AM | Comentar (2)

janeiro 17, 2005


Abaixo assinado


Na era actual qualquer bom economista traz na carteira uma calculadora. Há dias Jose Socrates tentou armar-se em economista e prome-teu... tirar da pobreza 1 em cada 5 portugueses. Giro que diz disponibilizar só 200 milhoes de euros para tao ardua tarefa. O facto é que a intençao é boa , a INTENÇAO... 200 milhoes , nao chegam nem só para um mes , dos aumentos prometidos. Deveria ele levar a calculadora ao mecanico? Ou deixar de fazer promessas em que so ele mesmo acredita? Há 3 meses chamava ha governaçao de trapalhadas . Agora nao apresenta alternativas , antes confirma pretender continuar com as mesmas. Para isso deixasse lá ficar quem lá estava e nao obrigasse o pais a mergulhar num pantano devido da demissao de um governo. Onde esta a sua diferença ? Quer sentar na cadeira do santana e continuar o trabalho que ele começou? Porque chamou-lhe de TRAPALHAO? Só porque sonhava em ser 1º ministro? Segundo as ultimas sondagens o Ps já será obrigado a fazer coligaçao pós-eleitoral com o PCP e BE. Sendo o PCP e o BE , os que permanecem com as convicçoes mais firmes junto do seu eleitorado , quem pensa Socrates que virá a ser o lider da coligaçao? Ou acredita ele que o PCP vai deixar o PS voltar a encerrar milhares de lares , como foi na era Guterrista? Socrates já terá esquecido as ameaças que as famacias faziam de boicote ao fornecimento de medicamentos , enquanto o governo Guterres nao pagasse as comparticipaçoes? Senhor Socrates , Tem algum plano de construçao de maternidades para as listas de espera das futuras gravidas para fazer aborto? Ou pensa que o BE , perdoa? Considera esse o melhor contraceptivo? Esperamos por um plano para o pais, pois se voce apenas quer ser gestor dos programas deixados pelo PSD , que fará voce quando estes estiverem concluidos? Por favor nao minta tao descaradamente , senao a esquerda em Portugal perde , pois todos sabem que com ou sem o seu governo , Bruxelas ja aprovou verbas para a construçao do TGV. Uma pergunta os eleitores fazem ao sr Socrates neste momento. - Porque chamou de trapalhadas , as iniciativas que agora o sr pretende continuar? Afinal quem era ou quem é o Trapalhao? Acha bem prometer desenvolvimento economico , sabendo que os investidores e o empresariado em geral nao o querem no governo? Recorda as 200 mil empresas falidas no ultimo ano do seu mandato com Guterres? Nao ve os empresarios portugueses todos a fugir para a China , desde que o governo foi dissolvido? Pensa que eles já esqueceram as reformas fiscais do Pina Moura? E os beneficios fiscais que tao grande trapalhada eram na sua boca , porque nao os restitui? Nao conte com coligaçoes enquanto nao se explicar. E se calhar , senao explica a tempo , nem será necessario pensar nelas. Por isso que nao quer aparecer sozinho na televisao frente ao PSd/PP , tem medo de os enfrentar. Mas Socrates acha que o PCP e o BE sao porta voz do PS ou vao fazer campanha por ele?



Publicado por nunogoncalopaixao em 12:00 AM | Comentar (2)

janeiro 09, 2005



Cinco noites, cinco canções.
A história está onde os corações a quiserem ver.



Publicado por nunogoncalopaixao em 01:09 AM | Comentar (25)

Demónios interiores


Sentei à minha mesa
os meus demónios interiores
falei-lhes com franqueza
dos meus piores temores

tratei-os com carinho
pus jarra de flores
abri o melhor vinho
trouxe amêndoas e licores

chamei-os pelo nome
quebrei a etiqueta
matei-lhes a sede e a fome
dei-lhes cabo da dieta

conheci bem cada um
pus de lado toda a farsa
abri a minha alma
como se fosse um comparsa

E no fim, já bem bebidos
demos abraços fraternos
saíram de mansinho
aos primeiros alvores
de copos bem erguidos
brindámos aos infernos
fizeram-se ao caminho
sem mágoas nem rancores

Adeus, foi um prazer!
disseram a cantar
mantém a mesa posta
porque havemos de voltar

(Carlos Tê / Jorge Palma)



Publicado por nunogoncalopaixao em 12:40 AM | Comentar (2)

janeiro 08, 2005


LISBOA


Lisboa, Cais do Sodré:
Quando chega a noite
Com suas caras fugidias,
Olhos dilatados pelo assombro
Deixamos que a cidade nos invada,
Fantasma a embriagar-nos de luz e côr
Num sonho de mil e uma fantasias,
O desejo cruzando os neons
Em projecções plásticas...

O dealer roubou-me,
Levou-me a alma!
Rai's parta o dealer!

E se depois, ao acordarmos,
Acaso reparamos na escuridão que nos cerca,
No leve restolhar que vem do lúgubre canto,
Somos tomados por uma enorme letargia
Que nos deixa permeáveis
Ao frio da madrugada.
É então que as ratazanas,
Abandonando as trevas,
Ficam estáticas, silenciosas,
A verem-nos ir, equilibrando o passo,
Por entre as sombras e o lixo...

O dealer roubou-me,
Levou-me a alma!
Rai's parta o dealer!

Táxi!
Casal Ventoso, se faz favor!

[Adolfo Luxúria Canibal / Carlos Fortes]



Publicado por nunogoncalopaixao em 12:00 AM | Comentar (3)

janeiro 07, 2005


ANARQUISTA DUVAL


Pela estrada fora vinha um homem
Encoberto pelas sombras da noite
Alguém lhe perguntou o nome
«Sou uma miragem, Dizem que semeio o caos e a destruição
Como o vento semeia as papoilas
O meu nome é... Liberdade»

Vinha pela estrada fora a Liberdade
Encoberta pela noite das sombras
«Sabes quem eu sou?» perguntou ao candeeiro
«És uma miragem
E pertences ao livro dos sublinhados provocadores
Que são os poetas
Almas sonhadoras»

«Anarquista Duval:
Prendo-te em nome da lei!»
«E eu suprimo-te em nome da Liberdade!!»

Sublinhados provocadores iam pela estrada fora
Carregando o livro das sombras
Da noite só restava o candeeiro
Encoberto

[Adolfo Luxúria Canibal / Carlos Fortes - Zé dos Eclipses]



Publicado por nunogoncalopaixao em 12:00 AM | Comentar (2)

janeiro 06, 2005


CARÍCIAS MALÍCIAS


Que saudades eu tenho
De tuas carícias
Malícias
Delícias
Tuas mãos
Navegando meus caracóis
Loiros de mil sóis
Tua língua
Lambusando minha boca
Louca
Pouca
Teu corpo
Meu corpo


Aparta-os um comboio
Infernal
Maquinal
Sempre igual
Viagem dantesca por subúrbios
Carregados de distúrbios
Morte grotesca
De toda a volição
Emoção
Paixão
Teu querer
Meu querer
Sonho alucinado
Com um cataclismo
Malabarismo
Autoclismo
Capaz de destruir toda a distância
Quanta ânsia
O definitivo emergir de nossos desejos
Ensejos
Gracejos
Teu sentir
Meu sentir

Aparta-os um comboio
Infernal
Maquinal
Sempre igual
Tuas mãos
Navegando meus caracóis
Loiros de mil sóis
Tua língua
Lambuzando minha boca
Louca
Pouca
Teu corpo
Meu corpo



Publicado por nunogoncalopaixao em 12:00 AM | Comentar (2)

janeiro 05, 2005


MÃE


Mãe Mãe tenho ciúmes do pai
Mãe Mãe quando se deita contigo Mãe
E te chupa nas tetas
E te esborracha os seios
E se monta em ti
E se vem depois Mãe

Mãe Mãe eu não suporto o pai
Mãe Mãe eu vou dar cabo do pai
Quando ele diz Mãe
Gosta de mim Mãe
Quando ele diz Mãe
Gosta de ti Mãe
Quando ele diz Mãe
Que nos ama aos dois Mãe
E depois bate sem fim

Eu vim cá pra fora
Toda a gente chora
Toda a gente berra
Foste tu Foste tu
Foste tu Foste tu

Mãe Mãe eu já matei o pai
Mãe Mãe foi uma morte sem dor
Agora sou só eu Mãe
Agora és só tu Mãe
Agora somos só dois
E depois E depois

Mãe Mãe morreste também
Mãe Mãe traíste-me assim
Agora sou só eu Mãe
Eu provoquei o fim Mãe
Agora sou só eu Mãe
Eu provoquei o fim Mãe
Agora sou só eu Mãe
Eu provoquei o fim Mãe
Agora sou só eu Mãe Mãe Mãe Mãe

Eu vim cá pra fora
Toda a gente chora

(Tim/Xutos&Pontapes)



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janeiro 04, 2005


Basta Pum Basta


Uma geração, que consente deixar-se representar por o bloco de esquerda é uma geração que nunca o foi! E um coio d´indigentes, d´indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!
Abaixo a geração!
Morra o bloco de esquerda, morra! Pim!
Uma geração com um bloco de esquerda a representa-los a cavalo, é um burro impotente!
Uma geração com o bloco de esquerda à proa é uma canoa em seco!
O bloco de esquerda é um partido de putas!
O bloco de esquerda é um partido de putas e paneleiros!
Os dirigentes do bloco de esquerda saberão sintaxe, saberão medicina, saberão fazer ceias para eles próprios, saberão tudo menos politica, que é a única coisa que fazem!
O bloco de esquerda pesca tanto de politica que até fazem programas de estado com politicas norte-americanas.
O Miguel portas é um habilidoso!
O Francisco Louçã veste-se mal!
O João Teixeira Lopes usa ceroulas de malha!
O Luís Fazenda especula e inocula os concubinos!
O Louçã é Louçã!
Morra o bloco de esquerda, morra! Pim!
O Miguel Portas teve claque! E o portas teve palmas! E o Portas agradeceu!
O Louçã é um ciganão!
Não é preciso ir para o bloco de esquerda para se ser panasca, basta ser panasca.
Não é preciso mascarar-se para se ser travesti, basta ser Louçã! Basta não ter escrúpulos nem moral, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as politicas com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho basta ser muito apanascado! Basta ser judas basta ser o Louçã!
Morra o bloco de esquerda, morra! Pim!
O bloco de esquerda nasceu para provar que nem todos os que fazem politica a sabem fazer.
O bloco de esquerda é um barco que deita para fora o que a gente já sabe que vai sair, mas é preciso deitar dinheiro!
O bloco de esquerda é um crítico de merda!
O Louçã nu é horroroso!
O Louçã cheira mal da boca!
Morra o bloco de esquerda! Morra! Pim!
O Louçã é um escarneo da consciência! Se o Louçã é português, eu quero ser espanhol!
O Louçã é a vergonha da intelectualidade portuguesa! O Louçã é a meta da decadência mental!
E ainda há quem não core quando diz admirar o Louçã!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem lhe lave a roupa!
E quem tenha dó do Louçã!
E ainda há quem duvide que o Louçã não vale nada, e não sabe nada e que nem é inteligente nem decente, nem zero!
Vocês não sabem quem é o senhor Francisco Louçã! Eu vou lhes contar:



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janeiro 03, 2005


Manifestos


No próximo artigo vou escrever um manifesto, é o segundo que escrevo, mas em pólos oposto quanto ao seu significado, enquanto que o outro, portanto o meu primeiro é de mim para dentro, este, portanto o próximo, é de mim para fora, não deixando ser uma informação sobre opiniões, sinto-me na necessidade de o explicar antes de o publicar, como que um prefacio, uma introdução, digamos que uma biografia mesmo antes de o escrever, lembro que crio este texto antes de dar forma ao meu próximo manifesto, mas a sua ideia esta já bastante clara na minha cabeça, falta mesmo é imprimir para o meu teclado, nesta sinfonia de dedilhar informático.
Passo então a explicar que a minha próxima obra (o dito manifesto) é inspirado numa obra do grande escritor (e não só) José de Almada Negreiros. Trata-lo-ei por Poeta, como gostava de ser conhecido pela sua participação no Orpheu, revista de vanguarda artística nacional do inicio do passado século XX, a pequena obra de cerca de 15 paginas A5, dá-se a conhecer por “Manifesto Anti-Dantas e Por Extenso Por José De Almada Negreiros Poeta d`Orpheu Futurista e Tudo” ou resumidamente “Manifesto Anti-Dantas” do qual orgulhosamente possuo a 3ª edicao da editora Edições Ática de Lisboa, pensando até em a oferecer a um amigo meu, militante da juventude comunista, no intuito à ajuda do seu enriquecimento cultural.
Escolho esta obra para me inspirar porque encontro estreitíssimos paralelos com o panorama politico actual, escolhendo eu para motivo de chacota politica, em vez do ministro da cultura (o Dantas) o meu mal-amado partido de esquerda que se dá a conhecer como bloco de esquerda. E qual o motivo de chacota? Pensando eu que o desprezo é a melhor forma de negação de algo ou alguém, neste caso especifico decidi fazer uma excepção, tornando público a minha opinião pessoal sobre o dito partido com acento parlamentar.
Sendo mais que uma adaptação ao tempo actual, que não é necessária visto as aparências serem assombrosamente concretas, é apenas uma multiplicação da ideia a outra (su)realidade, que é este partido.
Se quiserem mais informações sobre a obra “manifesto anti-dantas” ou mais opiniões sobre a mesma ou a próxima que hei-de editar é só fazerem-se ouvir (ler neste caso)
E que se fodam os críticos de merda!!! Viva Portugal, vivam os portugueses!



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dezembro 31, 2004


Domingo


A vida será sempre a mesma e nós sabemos, perguntar porque, talvez não seja a melhor altura, para saber pontos de vista.
Porquês e porquês, é normal acontecerem quando estou sozinho, sinto-me incrivelmente solto, com um peso de responsabilidade que não conheço ninguém que me tenha dito que conhecia, sinto-me leve para divagar, por momentos ate parece que não sei o porquê de estar assim, sempre que vou mais além e parece que vou chegar à resposta final, depressa volto para o meu lugar com o pensamento que hoje é como uma musica que não sai da cabeça, a vida será a mesma, e nós sabemos.
E o que mais me aflige é que o que muda ás vezes nem é o aspecto das pessoas, é mesmo o ano em que nascem, porque são a mesma gente de sempre, talhada para o continuarem a ser, a seguir o caminho que sempre seguiram uma linha recta pelo tempo que insistem em não quebrar, que se orgulham em seguir, continuaram a ser a mesma merda, ganhe as formas que ganhar, os aspectos, as maneiras, serão sempre a mesma merda. É chato por um lado descobrir que o mundo é feito por um punhado de Homens, pessoas especiais que nasceram para mudar, protegidas pelo seu ego, pela sua vontade, mesmo uma multidão não muda nada, precisa do seu guia, do seu líder, alguém em quem se basear, que mande nelas ou a quem atirar as culpas se algo corre mal, mas o mundo e mesmo assim e sabemos que não vai mudar
Este é só um exemplo dos pensamentos que rapidamente são cortados por esta musica…
-Almoças cá?
-Sim.



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dezembro 27, 2004


O que sou, mais perto do fim.


- Não acredito!!! Eu simplesmente não acredito que tudo isto é uma mentira, (começou ela a dizer com uma voz ainda de quem gozava com ela, ainda incrédula com tudo o que acabara de ouvir, e eu ouvindo, ainda mais incrédulo por ter sido eu o dono da boca de onde as palavras tinham saído) que tu sempre foste uma mentira, como é isso possível, eu pensava que te conhecia! (alternando agora a voz com o esforço de segurar o mundo todo que lhe acabara de cair em cima)
-Desculpa, eu peço-te desculpa por favor perdoa-me, (era a única coisa que ainda tinha a lata de dizer) achas que se te quisesse magoar, estava agora a contar-te tudo, eu não quero esconder nada! (tinha o seu fundo de verdade, visto por mim tenho sempre razão)
- Mas escondestes, (estava agora até a ficar confusa, começo agora a perceber o que realmente as outras pessoas sentem, eu não tenha o direito, não o tinha) e mesmo que por pouco tempo, eu não posso voltar a acreditar em ti, não agora, nunca mais, magoaste-me muito sabias, (o choro apoderara-se completamente da voz) mais do que tudo, eu abri-te o meu coração, (ninguém fica indiferente a estas palavras ditas desta forma, por muito frio que eu possa ser, fui longe demais) deixei-te entrar porque já o andavas a tentar à muito, e eu sempre o soube, tu enganaste com todas a forças do meu ser, usaste-me contra mim própria, (só vejo o meu lado antes de fazer, ás penso que não me conheço, não gostei do que fiz, mas eu, eu vivo comigo próprio, agora as outras pessoas, o que fui eu fazer) estou revoltada como alguém é capaz de fazer isso, quanto mais tu, eu estava a confiar em ti, via uma chama de pureza nos teus olhos, via o que eu queria, eu em ti… deixa-me por favor, nunca mais me voltes a olhar, pelo menos por agora.
Estas palavras encerraram o meu pensamento, estranhamente agora sinto-me um pouco ao lado de tudo, pensando apenas em formas de voltar a trás para corrigir, talvez toda a minha vida que nem devia ter começado, não para ser assim.



Publicado por nunogoncalopaixao em 10:57 PM | Comentar (2)

dezembro 21, 2004


Noites


O céu era cor-de-rosa, reflexos da luz nas nuvens, numa noite amena, agradável com um pequeno agasalho.
-Não podes dizer nada a ninguém -disse a minha mãe -Nem a tua amiga linda, a ninguém mesmo.
-Nem sequer ao pai? -perguntei eu com uma voz meia carregada para a idade.
A mãe olhou para baixo com aquele sorriso pesado, amparado pelos ombros carregados com a sombra da vida.
-Sim filho, ao pai podes contar tudo -disse amavelmente sem descair o mundo -A ele podes contar tudo.
Um camião tinha-lhe levado a vida, só me lembro que chovia muito, era o dia do meu aniversário, e ao perguntar a minha mãe se o céu chorava, faltou-lhe a voz para responder, passado pouco tempo mudamo-nos para esta casa, não deixa de ser um final irónico para quem sempre trabalhou com ferro, como era demasiado novo, o meu pai foi-se tornando uma miragem na minha vida, que eu tento não deixar esmorecer, dizem que era um homem forte, trabalhador, que amava, uma lembrança que não vou deixar esquecer.
Fiz-me assim entre mim próprio, a mãe trabalhava sozinha agora, e eu criava um mundo do qual o cheiro ainda conservo nas mãos.
Da companhia do meu pai não sentia o calor ou o cheiro, mas a sua presença era forte, tão forte que se fechasse os olhos e falasse com ele, ele ouvia-me onde eu estivesse, a chama dele ardia em todos os cantos da minha mente. Ás vezes, a minha mãe ouvia-me a conversar com ele, e chorava, ás escondidas na cozinha, eles amavam-se.
Era então um céu cor-de-rosa e eu gritei de repente!
-Que foi filho!? perguntou a minha mãe preocupada.
-Não consigo lembrar-me da cara do pai -respondi eu lavado em rápidas lágrimas e ranho que surgiram tão depressa como a resposta -Não consigo mãe, não consigo!!!
-Não te preocupes filho - abraçou-me a minha mãe dizendo, eu lembrai-me-ei pelos dois.
Está a ficar tarde, depois amanhã conto-te o resto
-Tens razão, estava a adorar, mas vou ter de ir, senão o meu pai dá-me missa hoje.
Disse aquela frase com um súbito baixar de tom na parte do pai, não me deve querer magoar (engraçado como a primeira conversa digna desse nome que tive com ela foi sobre o meu pai).



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dezembro 20, 2004


E prontos


Quando quero algo novo, sem qualquer influencia, só meu, só eu, é assim que fico, deprimido criativamente, tou assim á tempo demais, isto vai mudar, ja passou dias a mais.



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novembro 30, 2004


Mais um começo


Hoje bati todos os records, estive quase duas horas da janela, a vê-la, devo te-la visto durante uns trinta minutos, sinto-me tão dentro dos binoculos quando a olho, não como se fosse parte deles, mas como se fosse só eles, deve ter estado a ver televisão, como aliás todos os dias, ela senta-se na cama, hoje com o outro pijama, e fica a olhar para a frente, não consigo ver como é a televisão para que ela olha. Vou pintar, não tenho sono, e entretanto se a inspiração chegar sempre me vai encontrar a trabalhar, dou só uma última olhadela enquanto não apaga a luz, assim sempre me vou recordando do nosso encontro hoje.
-Vou para a cama, não vás para a cozinha pisar o chão, acabei de o lavar.
-Boa noite mãe.
Tabem vou dormir afinal, não vale apena ir pintar, nunca vou chegar a lado nenhum com isto, não serve para nada.
Agora que olho para o meu tecto, sinto cada vez mais a falta de olhar para o lado, e não ver o branco da parede, chega de branco na minha vida, chega de preto na tinta, preciso da cor, preciso do lilás dos ursos do pijama dela a aquecer os meus segredos, porque os segredos são para quem os quiser guardar. tenho de pensar onde vou trocar a nota que imprimi, não posso comprar nada com uma nota grande que desconfiam logo, talvez compre umas rifas na igreja, sempre ajuda a pagar o que me devem do meu batizado. foi em frente à igreja que hoje me cruzei com ela, ia de saia, como vai sempre, até quando for o seu desejo.
-Oi!
-Oi! (como eu detesto brasileiro, dá-me dor de cabeça ler aquela lingua)
-Boa vida, a passear...
-Lol, quase, xau.
-Xau
Não só não parei para falar com ela como matei a conversa a nascer, sempre dá para disfarçar, ou então fiz mal... Porra, já é de manhã, acordei como adormeci, acho que entortei os óculos, tenho de os limpar.



Publicado por nunogoncalopaixao em 02:06 AM | Comentar (2)

novembro 29, 2004


À noite


Será que ele vem hoje? Não sei se devia ter feito aquilo ontem... Mas eu sei, eu sei que sim, ele ve-me todos os dias, mas como posso eu fazer... Não vou chegar ao pé dele e perguntar: "olha lá, viste-me a passar nua a janela?" foi só uns breves momentos... Mas não sei.. não devia ter feito isso, mas ele nem vai saber que foi por querer... mas e a ideia que ele vai ter? mas nem foi nua, mas, mas, mas, ai... não me vou preocupar, já é dois dias que ele apanha o mesmo comboio, ele nem trabalaha ao pé de mim... tambem dá, mas vai dar uma volta maior, ele insiste em sair na mesma que eu, onde será que ele vai? Será que vai ter com alguem? À noite quando entrei, depois de muito distraida sem olhar para os lados entrei, ele entrou na proxima... tirei depressa o meu livro da mala para ler, mas não deu... tive de olhar, foi só um segundo, ele estava a contar vinagre... Nem me deve ter visto, são so coincidências, se ele fosse de autocarro, ia a olhar para a janela, este metro tem janelas para o escuro, lá se vê as estações de quando em vez, não, ele não estava a olhar, alem disso só sabe o meu nome porque foi comprar um lencho para mãe lá na loja, foi ontem esse dia... tou a ficar velha, não agarro o tempo como dantes, engraçado, nesse dia falei com ele pela primeira vez sem ser na loja, quando ia para a escola, não vou por macaquinhos na cabeça. Pena não andarmos na mesma escola, de qualquer forma tambem raramente lá vou. Ele é bonito, queria fugir com ele desta maldita cidade, tou farta desta confusão, queria sossego.
-Sofia porra, olha os clientes merda!!!
-Desculpe senhor miguel, estava a dobrar uma roupa...
-Parada?
-Desculpe.
Acho que vou acabar por comprar um elefante, ele trabalha tão bem com a madeira, aquele elefante está demais, vou ter de passar por lá, pela loja dele, com coragem para falar... da outra vez ele nem me viu. Vou-lhe comprar uma prenda.



Publicado por nunogoncalopaixao em 12:00 AM | Comentar (2)

novembro 26, 2004


Poemas


O meu pensamento foi interrompido pela voz não muito admirada dela.
-São 11.80€ por favor.
-Épa... só tenho 11.50€, e os dietorreles tenho de levar, tira a carne.
Deu para pensar mais um pouco enquanto chegava a supervisora, fui outra vez enterrompido, mas desta por um boa tarde quase profissional.
-Boa tarde.
-Boa tarde, tire o vinagre por favor. (Ia ao "pans" e tirava umas doses individuais de vinagre, sempre dava para hoje), mudava assim de ideias.
Só me lembro de uns minutos depois, já que esses minutos parece que não existiram, fui queimar umas notas, num descampado ao caminho para a escola, pelo menos é o meu caminho, não acredito que muitos o façam, torna-se assim mais seguro, foi neste caminho que falai com ela pela primeira vez, já a muito que a espiava, com uns binóculos que tanto pedi pelo natal, acabei a trabalhar para os ter, tinha sempre o meu rectangulo, que ela nunca fechava, olhava-a durante horas, e escrevia para ela, em cadernos, todos de capa negra, em que alguns eram só dela, outros, misturados com poemas da vida, daqueles bons, porque a escola é muitos boa para mim, as aulas dão-me tempo para pensar, para escrever, desenhar. A escola do meu caminho onde uma vez falei com ela, onde durante horas a vejo da minha janela um andar mais acima, dois prédios mais abaixo, sei que tem dois pijamas, o branco dos ursos, e o outros, o branco dos ursos é especial, quase que lhe sinto o cheiro quando a vejo usando aquele pijama, sinto o cheiro dela agora que fecho os olhos e penso no copo de ontem, que ela segurava com água.
- Cuidado que ainda cais!
-Hã?
-Não é hã... é diga!
-Desculpa...
(risos)
-Que fazes aqui?
-Vou para a escola, venho... quer dizer...
-André... xau
-Espera
Ela sabia o meu nome, não é cedo nem é tarde,
- Sofia, casa comigo e vamos daqui para fora ( era uma pequena cidade sem nada para oferecer sem ser paz e sossego)
-Diz?
-Adeus.
-Adeus André.
Foi os melhores 0.01 segundos que já tive na minha cabeça, soube tão bem o beijo que ela me deu. Pena que não tenha passado disso.
Cheira a tinta queimada, para a proxima tento outra tinta de impressora quando tentar fazer notas, o que ganho mal chega para mim, quanto mais para andar a comprar lenços na loja onde ela trabalha, tou atrazado, tenho de almoçar para ir trabalhar, e quando voltar vou lá, hoje vou-me sentar á frente dela no autocarro, assim ela pensa que não a tou a seguir.



Publicado por nunogoncalopaixao em 11:23 PM | Comentar (2)

novembro 21, 2004


Girafa


Da janela dava para ouvir o cão, ela viu chegar o homem de bicicleta, caío no chão, fulminado, como se de uma guerra se trata-se, desde logo o corpo dela se encheu de todo o medo que já tivera, tocou á porta, ela abriu amavelmente, com dificuldade entrou, arrastando consigo todo o peso dos dois pianos com os padres sentados em cima do tocador de orgão, com dificuldade chegou, e agarrando nos seus seios vestidos imaginava nadegas despidas, ela fugiu para o quarto, abriu a porta e correu, com tudo o que tinha correu de forma a não sentir o vento, a areia já a magoava nos pés de meia grande que era, correu para o pai que fez que não a viu, mas ela fez-se sentir, e eles subiram as escadas juntos. Com um ar terno olhou para o avô que comia ouriços do mar, que sabiam á terra, que belas rochas se deitavam.



Publicado por nunogoncalopaixao em 02:14 AM | Comentar (2)

novembro 18, 2004


Foi só um convite


"Não ligues ao que te dizem sobre o nosso amor, ninguem te ama mais como eu. Tempo e algo que não têm inteiro.
É só um nada meterem-nos á porta, para que tudo fique mudado, a mim quero que estejas a meu lado..
É só uma imagem desfucada, nada que o tempo não possa apagar. Quem te pode amar mais como eu? Maria, és tudo o que eu vejo!!! És tudo o que eu vejo!!!" Conversaram assim depois da pequena divergencia que tiveram, a pazes foram logo feitas, com o abraço da troca da vida, cada um leu nos olhos do outro, o quanto o amor era forte a uni-los, era belo demais para falar, preferiram estar a trocar o calor da pele.



Publicado por nunogoncalopaixao em 06:47 PM | Comentar (2)

novembro 15, 2004


Somos um


O seu senso de humor sugere um excitante sexo
As suas mãos vão tocando nela
No corpo que ele acredita ser a perfeição
Ele explora o gosto dela
Estimula novos prazeres
Sempre melhores que ontem
E é tão cuidadoso...
As mãos dele vão percorrendo no corpo dela
No corpo que é dele também
No corpo que sempre foi dele e a ele pertence
E naquele momento são só um
Um só corpo
Nada melhor que aquele momento
Um momento intímo dos dois



Publicado por nunogoncalopaixao em 01:04 AM | Comentar (3)

novembro 13, 2004


Bom dia


A escorregar faziam pequenas circulos no gelo, mais ovais, parecia pelo menos de onde eu os via, talvez fosse então uma pequena ilusão de óptica, própria da prespectiva do sítio onde eu estava.
Com um pequeno salto acordei, forçado pelo som, ainda me lembro tal qual como se ainda estivesse a sonhar, penso em todas as partes boas pois cedo vou deixar de me lembrar. Levanto-me com força a mais na direcção errada, tenho uma seta apontada para baixo sobre a minha barriga, contraida de não ter nada depois de todas estas horas, que mesmo assim foram tão poucas... è fascinante o curto espaço de tempo que parece ter passado, nem num segundo lembro-me de ter contado, ja passa 4 minutos desde o som, olho para o lado e vejo a cara, posso rodar-me na cama, com algum avontade, ainda não me habituei a uma cama tão grande, é para dois... Ela ainda dorme, com aquela expressão de serenidade que só eu agora estou a ver, sinto-me feliz, apesar de estar com tanto sono.. dormi tão pouco, mas tenho um dia à frente e já penso quando me hei-de de deita, é hoje que tenho de dormir o tempo que chegar, como tenho dito nos ultimos dias.
Ganho coragem para enfrentar a gravidade com as minhas próprias pernas olhando mais uma vez para a tua cara, que bela estás.
Estranho... O som outra vez... Ainda te vejo mas o cheiro é outro, já não estás lá, a cama é a minha, dormi foi demais. Vou-me levantar para ir ter contigo, tenho de apanhar a das 9.10, para me deitar na cama com que sonhei.



Publicado por nunogoncalopaixao em 01:13 PM | Comentar (3)

novembro 10, 2004


A vida dos outros


Sei que é um segredo
eu não conto a ninguem,
só falei a um
que é teu amigo tambem.

Diz-me o que é que ele disse, o que é que ele achou
sobre aquilo que nós dissemos
diz-me o acho por quem, se ele sabe o porque de tudo aquilo que nós vivemos
os segredos são de quem os souber guardar.

Sei que é um segredo eu não conto a ninguem
era tudo mais facil se
eu estivesse lá para ouvir
(eu não conto a ninguem)
era tudo mais facil se
eu estivesse lá para rir
(eu não conto a ninguem)

Sei que é um segredo
isso é facil de ver
se é que ainda lembras,
como vais tu saber.

Diz-me o que e que ele disse o que é que ele achou
sobre aquilo que nós dissemos
os segredos são para quem
os quiser guardar.



Publicado por nunogoncalopaixao em 11:11 AM | Comentar (3)

outubro 28, 2004


Jura que vamos ser assim! Venham os anos que vierem.


Vamos lá entao juntos recitar
este belo acordo que nos vai ligar
juro pela vida nunca me trair
juro pela vida sempre resistir
juro pela vida nunca obdecer
a qualquer vontade fora do meu ser
juro pela vida sempre acreditar
no poder sagrado que nos faz amar
juro pela vida sempre contrapor
o valor da festa contra o tédio em vigor
juro pela vida tudo entregar
á paixão do jogo, do corpo e do criar
radical radical radical
tem de ser do agir, do pensar
só na festa da luta há gozo
para ter um destino aventuroso
eis o graal o nosso graal
o mundo é nosso vamos a ele
o mundo é nosso não á que ter medo
o mundo é nosso vamos com ele brincar.



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outubro 15, 2004


Pequenos vermes ou uma boa cozedura?


Deve ter sido como um choque, já não me lembro, o certo é que desde esse dia, penso todos os dias no mesmo, nem que seja por 5 minutos apenas, quer por uma eternidade, a lembrança que um dia vou morrer, é uma constante na minha exposição ao sol. Decedi então, vou comprar a minha morte. Não penso viver indefenidamente enfeitado com flores, mas tambem não quero ser constantemente remexido. Talvez tenha de ser um grande escultor, talvez deva morrer em Paris, para que mesmo que não seja uma grande celebridade, a cidade sinta que me deva preservar.
A terra para os vivos, que os cemiterios já estão cheios. O meu corpo deve ter uma grande percentagem de água, mas não chega para apagar o fogo da minha cremação. Tenho de esquecer isto. Mas... Pequenos vermes ou uma boa cozedura? É um grande desvio dos nossos custumes... Já sei! Não vou morrer, não vale a pena.

Excerto nº3



Publicado por nunogoncalopaixao em 11:23 AM | Comentar (2)

outubro 07, 2004


Magia cor-de-rosa


E quando o céu está azul e vemos nuvens, escuras, á espera de descarregar todo o mal dos deuses em nós? Mesmo que seja tempo disso e a lua nova esteja perto, mesmo querendo que assim seja, temos o direito de as ver já no céu? E sentir apenas o mal que elas trazem, pensar no que não está a acontecer a estar já assumido em nós. Ninguem tem esse direito, mas fá-lo, porque?
Por mais que lhe diga que não. O desprezo faz-me sentir mal, logo há-de fazer a mais alguem, porquê não esperimentar deixar tar onde o céu está, ele nunca saío de lá, não sabe o bom que é caminhar, ao lada, sentir o cheiro da pele que por vezes tóco, mordo e sinto por dentro, ele nunca há-de sair dos céus. Há-de morrer na sua própria vida, criada só por ele, que tens estado a alimentar. O céu não sabe o que é amar contigo. Deixa-o em paz, de uma vez por todas.
Não é por mim.



Publicado por nunogoncalopaixao em 02:45 PM | Comentar (2)

outubro 06, 2004


Nunca a deixei de amar


Tambem eu queria parar, mas continuo a ser, o que sempre fui, afastei-me, foi melhor assim, já não aguentava mais, o barulho que é, de ter todos á nossa volta e ninguem olhar. Eles olhavam para a minha cara, como se mais uma fosse aumentando o seu vocabulário com mais uma palavra feita com a minha vida, que eles nunca souberem nem se importam agora neste, momento de saber, todos sabem que todos temos uma vida, mas para que pensar nela se têm a deles, não aguentava mais com esse barulho de ninguem me ver, eu não pertenço aqui, vou sair. Mas a minha vinda foi prometida, não posso largar assim, não quero afogar nada em tudo o que não quero ser. O que eu dava agora por um belo momento de silencio, um prazer de estar dois minutos sozinho, a espera de alguem, que nos vem falar ao ouvido, a este barulho da solidão.


Exerto nº 2



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outubro 03, 2004


Mais nova música Portuguesa no mercado nacional


Como as coisas são! Tinha de ser assim. Provavelmente não poderia acontecer de outra forma. Tudo começou numa sessão com alguns ao que se seguiu um ensaio com a formação já completa. Nasceram os Pluto.

Falamos de Manel Cruz (voz e guitarra) e Peixe, dois elementos chave dos extintos Ornatos Violeta, que com Eduardo Silva (o baixista que toca com Peixe nos DEP) e Rui Lacerda (bateria) formaram os Pluto. Juntaram-se pela primeira vez na casa de Eduardo Silva e, em ensaios consecutivos, já numa cave algures no Porto, as canções começaram a tomar forma.

"Quando percebemos que tínhamos temas suficientes para fazer um álbum, sentimos que era esse o próximo passo a dar", conta Manuel Cruz. As notícias correm rápido e os Pluto chegaram aqui a um acordo com a Universal. A banda entra em estúdio e tem como produtor, nada mais nada menos, do que um velho amigo, Mário Barreiros, que co-produziu o disco com Manel Cruz e Peixe.

Gravado o álbum, ainda sem nome e com edição prevista ainda este ano, mandam as regras que fosse escolhido um single. Escolha democrática, optou-se por "Só Mais um Começo".

"Não estou certo que este seja o cartão de visita ideal dos Pluto. O ideal, para qualquer banda, é que a sua obra seja conhecida como um todo. Eu vejo sempre um disco como um artista pintor vê uma sua obra. E quando vês um quadro, não vês só o seu canto inferior direito, tens de o ver todo", explica o vocalista. "Gostava que as pessoas olhassem para o álbum dos Pluto como encaram um filme, com principio meio e fim."

E as letras Manuel? As letras que fazem a narrativa desse filme. "As letras têm a importância que tem a guitarra do Peixe, o baixo do Eduardo ou a batida do Rui. Compus criando uma personagem, numa atitude quase contemplativa, para que a viagem verbal fosse, de propósito, menos densa, para que cada canção seja ouvida como um todo."

De qualquer forma, seguindo estas pistas, cada um de nós corre bem o risco de se tornar a personagem deste filme! A banda sonora chegará brevemente!



Publicado por nunogoncalopaixao em 12:00 PM | Comentar (2)

setembro 29, 2004


"..."


Nasceu e cresceu, como alias todos os que não tenham ficado pelo caminho, que alias são bem poucos, na percentagem, são poucos, mas grandes na dor que devem ter causado, mas isso ainda não me tocou, mas imagino, ou prefiro não imaginar, é algo que ainda nao me incomoda, mas já devia, pelo menos pensar sobre, é o que os outros dizem, "deves pensar sobre ..." mas para que? Se isso já tá pensado? Basta ler o que os outros pensaram. assim fica tudo mais fácil, o que me deixa imenso tempo para pensar noutras coisas que ainda não estejam escritas. Quando faço este tipo de afirmações ficam logo todos contentes, "que belo rapaz que aqui está, e pensas sobre o que filho? A morte? O infinito? Sócrates?..." Filho? Mas a quem tão eles a chamar filho? Eu não sou filho deles, mas não digo isso, gosto que eles pensem isso, e quanto ao secretario geral, ainda tou para descobrir o que tenho a ver com isso... Mas na verdade o que eu penso é numa pessoa, agora é nisso que eu penso, uma pessoa, talvez essa pessoa pense no que os outros querem que eu pense, talvez pense nas coisas dela, ou entao, eu penso que ela pensa em mim.


Isto é um excerto, se querem ler o livro, esperem que eu o escreva. Ass: Nuno Paixão



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setembro 19, 2004


16/09/85


Eu tenho uma religião. que é amar uma pessoa, já a tive tantas vezes na mão, sem a tratar como deve ser. Sem ela não tenho razão. porque não encontro um sentido para mim sem ser a amar. Todos temos de nos agarrar a qualquer coisa para ter vontade de continuar. Se eu perco o meu deus, o que resta mais? Não resta nada mais que a resignação. Sou trespassado por ar, com uma espada de vazio, sinto um buraco a palpitar. Se eu não puder amar, a culpa é só minha. O que eu sou é a falta de qualquer coisa no meio de tudo. É injusto para alguem ser deus de mim assim, eu sou sempre quem fui. Por favor não fiques assim tão loge, que eu já te vi.



Publicado por nunogoncalopaixao em 11:21 AM | Comentar (2)

setembro 17, 2004


Setembro


Podia hoje ser um ia, como tantos outros. Mas para mim não, é sempre único, porque nunca mais o voltarei a viver.



Publicado por nunogoncalopaixao em 11:14 AM | Comentar (2)

setembro 14, 2004


Talvez


Como ondas vão e vem. Sem Grande sentido sem ser o Próprio. e preciso mais que ar, agua, agora não piso terra e brinco com fogo. Fica sem grande sentido, mas não deixa de ser belo. Não deixa de sermos nós.



Publicado por nunogoncalopaixao em 10:55 AM | Comentar (2)

agosto 12, 2004


"Expresso"


"embaixador, Gonçalo Santa Clara Gomes, que depois passa á reforma.
Paulo Castilho é outra das surpresas. O embaixador (e romancista) devia permanecer ao Conselho da Europa mas rumará a Dublin onde actualmente está Fernando Neves _ que substituirá João Salgueiro em Haia. Para o Conselho da Europa irá Caimono Duarte, que ai fará o seu ultimo posto."



Publicado por nunogoncalopaixao em 11:05 PM | Comentar (2)

agosto 09, 2004


Sem titulo


De altos e faces
de faces e baixos
assim é uma vontade
sem vontade, só sonho

de amor a odio
de copiar a criar
de não fazer a fazer.

por mais forte que esteja
num segundo posso mudar.

de expectativa a desilusão
de adopção a criação
habituado estou a ficar.

sim eu o quero
o quê ainda não sei.



Publicado por nunogoncalopaixao em 04:04 AM | Comentar (1)

agosto 08, 2004


Ela fala!


"Deixa-me cair sobre os teus braços, gelado, mais duro que pedra feita pelo homem estou agora, aguento-me como se não pudesse fazer nada, mesmo que podesse, duvido que fizesse alguma coisa agora.
Deixem-me estar, deixem-me ser. Pode não ser culpa de ninguêm, mas já só tenho saudades de uma pessoa.
Ela disse que tinha uma pequena historia para mim, que vou ouvindo, sabe tão bem, sinto que ainda estou vivo quando a oiço, vai-me contando como se nem soubesse, e eu nem vejo, apenas vou ficando, e ainda me sinto vivo. Espero que não haja nada de errado, nem mereço ser, foi essa a questão, mas é tão intenso, tão vivo que rapidamente me esqueço que existem mais de duas pessoas. Assim nos vamos sentindo vivos, com motivos para continuar, e fazer alguêm sentir-se feliz, deixa-me tão feliz.
Ela era tão vazia para encher, procurava por mim com o corpo ainda assim, e tudo o que fiz foi existir com tudo, tudo o que ela me deu foi o que era, não precisamos de flores para termos um final melhor.
O quanto fundo éramos? Não importa, não se trata disso, só quero saber agora das belas sensações que voam á volta da minha cabeça, e ando á roda, quero lá eu saber como era tudo, o amor não faz homens. Fez-nos nós."

E o que passou até agora? Já tudo passou, já aconteceu de tudo, não me sinto na mesmo, é impossivel ser-mos os mesmo, todos os dias uma salva de pedaços novos enchem o corpo e a mente, que nos moldam, ao nosso mundo, ás pessoas do nosso mundo. E vou continuando neste breve pedaço de toda a historia e do que ainda está para vir. Se me sinto igual? Não. Se me sinto diferente? Diferente como? Sei que amo o mesmo, tenhos os mesmo sentimentos, mas mais fortes.



Publicado por nunogoncalopaixao em 04:04 AM | Comentar (1)

agosto 06, 2004


Hysteria


Sou de deixar passar o tempo, de ver tudo de longe, passado, sem vida, sem força, analiso os sentimentos após a sua morte, depois de uma vida efémora, agora tou mal, e quero escrever agora pois agora que mal estou. E porque? Por causa do amor, é ele que me faz sofrer, nada mais neste mundo tem essa força para mim, que o amor que sinto por ti Marlene, e eu agora tou mal, porque notei nas tuas palavras o teu sentimento, porque (...)
Parei, não tinha coragem de continuar, simplesmente tou zangado comigo, não existem desculpas porque sou eu que as faço para mim, a culpa é minha, tão simples como isso.
Nada a fazer agora que lamentar, e não esquecer, nunca mais esquecer para nao repetir, e assim se vai aprendendo, a errar. Tinha de passar o tempo para estar calmo como estou agora. Depois da morte venho eu, para remexer no corpo já frio. E assim me vou fazendo. Fazendo dos meus erros a culpa dos outros. Sou diferente quando tou quente, e quero guardar isso, é o pouco que me resta meu, só quem de mim fizer parte o pode partilhar. Amo-te Maria, amo-te Lenin.



Publicado por nunogoncalopaixao em 04:04 AM | Comentar (4)

agosto 05, 2004


Endlessly


Uma palavra sem grande significado, nada de concreto, nada de especial.
Ser eterno é não ter motivo de escrever, é não ter motivo para viver, não ter razão, abraçar o passado como se fosse amanhã, pois amanhã ha-de sempre passar e o passado ha-de sempre ser o amanhã.
Se deus é grande, é tão grande que não o vejo, nunca o vi mais do que me diziam que era. Se deus anda lado a lado com todos, cada um de nós, é triste. Deus não escreve poesia, um romance que seja,de ficção cientifica, deus não pinta, não desenha, não esculpe com as maõs nada que eu tenha visto até agora. Deus não sente, não esprime o que quer que seja visto dele, se deus existe procura agora um sentido para a vida, para todo o eternamente que torna o futuro mais longicuo em passado certo. Se deus anda lado a lado comigo chora, pergunta-se porque é mais que todos só por viver enternamente. Viver enternamente.. é isso vida? Se eu fosse enterno seria prefeito?
Prepetuaria apenas o que não gostam em mim abafando tudo o que de bom me vai restando.
Quando vir um anjo pintalo-ei. Já pintei um, que vive comigo, sem saber o amanhã porque sim, esse é o verdadeiro amanhã sem nunca se saber o que nos espera. o passado é só o que passou. O amanhã vai um dia acabar. E isso sim, faz lutar, faz querer ser mais. Eu não sou deus, e ainda bem, porque agora sinto-me mais que ele, sendo apenas o menos que os Homens.



Publicado por nunogoncalopaixao em 10:46 AM | Comentar (3)

agosto 02, 2004


02 II


Chega o fim do dia, Eu já estava preparado para tal, para este dia acabar, como alias todos os outros, porque terá ele sido diferente? Para mim foi, para outros nem tanto, para mim foi. Existe tudo o que existir, eu tambem existo, consigo ir contra as outras pessoas, consigo que olhem para mim. Mas não quero, não me interessa, só eu sei o que quero que me digam, mais ninguem que não faça parte de mim o sabe. Eu hei-de descobrir, vou saber o porque de todos sentirem, pelo menos uma vez na vida que por mais gente que tenham á sua volta, se sentem sozinhos, toda a gente já se sentiu assim. Somos todos iguais, não é por ai que nos safamos.
Porque existem pessoas diferentes.



Publicado por nunogoncalopaixao em 09:56 PM | Comentar (2)

02 I ( quando o editei ainda não sabia)


Hoje é o dia, não só para mim mas para alguns ainda, de o futuro(pelo menos o proximo) defenir. Não tou em condições de comentar nada, fazer nada, só quero se seja o menos mal possivel, não quero nada mais que o minimo possivel. Nada mais.



Publicado por nunogoncalopaixao em 11:00 AM | Comentar (1)

julho 31, 2004


Dai fur.


Pela primeira vez tenho mais comentarios que artigos. Quero arranjar uma palavra para me expressar, mas só aparece coisas como, meu deus, credo, jesus... Tenho estas expressões de cariz religioso profundamente enrraizadas no meu ser, na minha cultura, por mais que o dispense, não só o admita mas tambem tenha razões em contrario. Que ser do contra é bonito, ter razões para tal é que não é tanto. Pelo menos facil. Fiz uma pausa para reler... Meu deus...



Publicado por nunogoncalopaixao em 03:56 PM | Comentar (3)

julho 30, 2004


Só pára em setembro (lá para o fim)


Servem-nos com um sorriso,
uma vingança futura.
dispenso esse tipo de violênçia.

Antes amar que ser amado.

É sempre a mesma forma,
muda um ou dois graus.

Tenho um cavalo para ir
pelo remorso.
Não tenho nada a perder em mim
por isso...



Publicado por nunogoncalopaixao em 07:35 PM | Comentar (4)

julho 29, 2004


Tsss


Pode ser da sorte talvez, mas somos nós que a fazemos. Não sei se é um "dom", mas tenho sempre a necessidade de me identificar com algo pouco popular, minórico, como lha quiserem chamar, pode estar na minha natureza semi-lutadora, na necessidade de ser diferente, ou simplesmente na vontade de estar no contra. Mas sinto isso como se estivese desde sempre em mim, como se fosse essa a minha razão de pensar, ser do contra. Pode ser ainda das hormonas da adolescênçia que ainda por aqui habitam, pode ser dos meus defeitos de querer ser visivel. Não sei.
Conhecem alguem que neste momento se fassa ouvir dizer bem do novo governo? Muito mais um adolescente que devia tar a espressar-se politicamente na rua fazendo marabalismos vestido de chunga (legalize). Eu conheço bem o meu meio, sei o que a casa gasta, e tou farto de todos os que falam porque é bonito. Pensam que a sida é doença de paneleiros, porra!!! Tá tudo pegado, não é um assunto, é tudo, todo o mundo é bonito porque fica bonito o ser. Tá tudo contaminado com a fachada de ser patrão. Detesto tudo o que se faz ver porque é bonito. Vou parar porque agora não vale a pena.



Publicado por nunogoncalopaixao em 11:07 AM | Comentar (1)

julho 28, 2004


Tenho a t-shirt amarela.


O vermelho que faz mexer
sair água do corpo
mimado de todos parece
primeira vez que se move para ser mais que os outros
nada fez a vida inteira
só faz porque pode deixar de a ter.

O negro que reflete o sol doí
não é para ser assim, não tanto
doí a quem vê
mata quem nasceu lá
o que lhe dá a vida morto o fizeram.
Não é para ser assim. Não tanto.

Será destino?
nisso já é facil acreditar.



Publicado por nunogoncalopaixao em 10:58 AM | Comentar (1)

julho 24, 2004


D.


Já passou o tempo, que era preciso para a parvoice parar, tá estreito demais para dar a volta. Pasou demais para manchar a raiva, em texto e assim por diante, tou apenas a relatar, agora nada mais á a fazer, nada por agora.
A andar pela rua perguntaram, quem és tu? Eu quem? Eu ou tu? Mas quem sou? Ou quem fui? O que serei? E o que sou entretanto? Ou o que fui durante... Basta um dia para tudo ser novo, e nada mudar. Eu sou na mesma eu. Nenhuma diferença fez, tirando o meio segundo do quem sou eu.



Publicado por nunogoncalopaixao em 12:45 AM | Comentar (1)

julho 21, 2004


Nuno Paixão (morreu por volta de 1983/84)


Sobre a sombra de alguem nasci
Já morto quando a primeira luz vi
da necessidade da perda
que cria o mesmo nome
parte do futuro faria
um nome que honrro
que não evito fazer lembrar
sem culpa minha
assim me faço entender.

Todos os dias novas descobertas
só espero que estas cheguem
só espero.

Talvez assim, o duplo que
não se arrisca
já possa viver
sem crescer, fora de mim
passa agora ver
expressa tudo
assim quero
usa-me
nao e importo.



Publicado por nunogoncalopaixao em 02:20 PM | Comentar (1)

julho 20, 2004


16


Oiço o teu ar
perto, quase colado
ao meu ouvido
que beijas-te.
Varias vezes
em tres dias de bela
rotina e olhos que tens
da cor da terra que
me devia ter visto nascer.

Lá morrerei
ou então noutro mundo
os meus olhos serão comidos.

Alem disso o ar continua
a correr
os gemidos vou ouvindo
dos teus orgasmos que
já não são segredo
mas como sempre
foste o primeiro.



Publicado por nunogoncalopaixao em 11:37 AM | Comentar (2)

julho 19, 2004


20


Não gosto da noite,
penso em mim,
do de dentro de mim.

Começou por bem
uma brincadeira
dois sentimentos um lapis.
Tou na caneta sem saber
o que tou a fazer
vi-me, a mudar
como se não tivesse
nada a mudar.

Sinto-me mais
com calor a noite
fode, tudo em mim.
Não estou para ai.

Tenho medo de mim
não gosto, prefiro gelado
assim não penso
não quero que saibas o que é
és bela demais para o teres
vives demais, preocupas-te
demais com o nada do que é
o cheio.



Publicado por nunogoncalopaixao em 10:43 PM | Comentar (3)

junho 11, 2004



Já passou tanto tempo... E não e por falta de assunto, tanta coisa que queria dizer... mas não tenho tempo. Espero. Já tá quase a chegar.



Publicado por nunogoncalopaixao em 09:58 PM | Comentar (4)

maio 29, 2004


Manifesto social individual.


Hoje assino o meu manifesto, não vou rodear, vou directo, crio assim o meu mundo, a minha arte, vou ser o pintor, poeta, escultor, darei forma a toda essa arte, serei o seu meio para o resto do mundo, serei tudo, para ninguem não serei nada!!! Porque acredito que por mais belas que sejam as mãos, a beleza está no toque, porque acredito que por mais belos que sejam os olhos, a beleza esta no olhar, é nisto que eu acredito, é a isso que eu vou dar forma, não a partir de hoje, mas hoje eu assino. Porque já não existe arte, mas artistas, com tudo de possitivo e negativo que isso acarreta, de arte passou-se a arte/movimento, a movimento/artista. Os estilos acabaram, não existem datas, alturas, periodos, existem pessoas, cada pessoa é um estilo, uma corrente, própria, unica. Porque eu acredito que a sociedade se baseia no respeito pela individualidade, eu tenho sonhos, como todos. Que me destingue dos demais? Nada mais se não a vontade de dar forma aos sonhos, dar forma ao olhar, ao toque, faz assim parte deste manifesto, so meu, para todos. É na diferença que reside a força, é na união que se forma a vitoria. Mantenho assim em mente todo o mundo que me rodeia não me isolando na minha decadência, faço assim parte de tudo, e tudo farei para melhorar essa parte. porque eu não existo, sou apenas parte de um todo, criado na individualidade de cada um. Assim eu assino este manifesto, do movimento sem nome, apenas com o meu nome, não por exibicionismo, apenas por só eu fazer parte dele. Mantenho-me aberto a todos que queiram fazer parte, para os criar, e soltar para outros criarem. Não sou lider de ninguem, dono de nada, apenas de uma mensagem que quero transmitir. Ass: Nuno Paixão

Publicado por nunogoncalopaixao em 07:53 PM | Comentar (1)

maio 21, 2004


Poemas do passado (é engraçado deixar recordações para ver como tudo se desenrrola)


" Meus olhos são a unica forma de te tocar,
Gosto de te poder sentir
mesmo que nao possa pedir,
gosto de te poder amar.

Gostava de ser só tu e eu
mas a mágoa fria é fonte, e forte
é o unico sentimento que de ti tenho,
assim o estimo.

Que momento.

Gostava que as minhas mãos fossem teu vestido,
gostava que minhas palavras fossem unicas no teu ouvido,
gostava que sentisses
o que por ti escrevo "

De á um tempo para cá, pouco tempo, menos de um ano ainda, ganhei o gosto de escrever, nomeadamente por ter lido um pequeno livro de poemas de Pablo Neruda, que me abriu os horizontes da expressão por via escrita. Desde logo comecei a escrever poemas na lingua de Pessoa (pois já tinha um passado de pequenas Lyrics em inglês), e o que apresento hoje foi um dos primeiros, o segundo para ser mais exacto. Vou fazer uma pequena memória descritiva, a primeira que faço sobre um texto meu.
Tava num momento de paixões platonicas, onde apaixonar-me de morte por alguem era natural, tão natural como a curta duração das paixões, talvez pela instabilidade e quase insanidade da minha condição amorasa, devido ao não meu ultimo romance, mas sim ainda ao anterior a esse, que em mim profundas marcas tinha deixado, e desde ai, só tinha perdido, nada tinha ganho. Por acaso do destino, acabara de conhecer mais uma rapariga, apenas mais uma, em que não foi amor á primeira vista, mas pouco faltou, depressa me rendi aos seus encantos, mas a minha demência era tanta que via a situação como quotidiana, e apenas esperava que a situaçao passa-se, mal sabia eu que essa tal rapariga sentia o mesmo por mim. Não me vou aprofundar na história, não tenho dignidade, apenas acrescento, com todo o orgulho, que quem eu queria tocar com os olhos, por mim esperava para nela entrar, e assim aconteceu, depressa é certo, mas belo como nunca para mim. Afinal era verdadeiro, nunca tinha escrito para ninguem, apenas para ela, e guardado no mais fundo que tenho, germinou, para a não mais minha felecidade, mas nossa.


Acrescento - À coisas do arco da velha... -

Deixo á vossa vontade o moral da historia, que gostava que deixasem comentado.



Publicado por nunogoncalopaixao em 03:00 PM | Comentar (2)

maio 19, 2004


Ela falou


Deixa-me cair sobre os teus braços, gelado, mais duro que pedra feita pelo homem estou agora, aguento-me como se não pudesse fazer nada, mesmo que podesse, duvido que fizesse alguma coisa agora.
Deixem-me estar, deixem-me ser. Pode não ser culpa de ninguêm, mas já só tenho saudades de uma pessoa.
Ela disse que tinha uma pequena historia para mim, que vou ouvindo, sabe tão bem, sinto que ainda estou vivo quando a oiço, vai-me contando como se nem soubesse, e eu nem vejo, apenas vou ficando, e ainda me sinto vivo. Espero que não haja nada de errado, nem mereço ser, foi essa a questão, mas é tão intenso, tão vivo que rapidamente me esqueço que existem mais de duas pessoas. Assim nos vamos sentindo vivos, com motivos para continuar, e fazer alguêm sentir-se feliz, deixa-me tão feliz.
Ela era tão vazia para encher, procurava por mim com o corpo ainda assim, e tudo o que fiz foi existir com tudo, tudo o que ela me deu foi o que era, não precisamos de flores para termos um final melhor.
O quanto fundo éramos? Não importa, não se trata disso, só quero saber agora das belas sensações que voam á volta da minha cabeça, e ando á roda, quero lá eu saber como era tudo, o amor não faz homens. Fez-nos nós.



Publicado por nunogoncalopaixao em 01:50 PM | Comentar (2)

maio 18, 2004


Saudades


Tenho um rebuçado no bolso
dadiva simbolica,
o ultimo de seis metade de doze
mascado só por um lado,
saliva de saliva minha.

Queria não ter nada no bolso
e tirar de lá com as mãos em cima,
sem cabeça, só com o coracao
já basta viver dela.

Os olhos pesam, mais doque deviam
rapidamente aparece a lentidão das reações,
Não quero um rebucado quente no meu bolso
rebuçados quentes só do teu.



Publicado por nunogoncalopaixao em 02:54 PM | Comentar (1)

Quanto vales tu?


Demais. Toda a gente vale demais. todos se desfazem, e ninguêm quebra o silêncio. Ninguêm vale mais doque é.
Não é facil de amar tudo o que morre, ninguêm nos dá a paz, de não circular livremente na mente. Amo todos os truques sujos que existem. excito-me com toda a vida que não demora mais de segundos. Toda a vida vale nada, podemos gritar com toda a força, toda a dor que nos atravessa, que há-de estar alguêm sempre a contar. Não quero viver assim, porque eu ainda acredito, dizem que há-de passar com o tempo, mas por agora deixem-me acreditar. Acreditar que pode mudar, pode ser diferente, não tem de ser como sempre foi, pode mudar, pode mudar...
Por vezes, a necessidade de não estar quieto, leva-nos a arrepender de querer mais alguma coisa. Depois arrependemo-nos. Mas voltamos a fazer.



Publicado por nunogoncalopaixao em 01:46 AM | Comentar (1)

maio 04, 2004


Segura, conta até 10 e começa de novo.


Guardo uma imagem na cabeça, uma antiga imagem de jovem, mais ainda. E o que está de mal com esta fotografia? Está eu sentir falta dela.
Ás vezes é fingido, mas se eu esperar, ela desaparece, e o sentimento torna-se velho de mais, e o medo já não assusta ninguêm, vivendo várias vezes o mesmo filme, esperando sempre por um final melhor.
Faço essa lembrança por me faltar qualquer coisa, quase que me esqueço, que não a quero sentir. Está de cabeça para baixo, já não a sinto, já quase a esqueci, outra vez. Tenho agora muito mais em que pensar, algo mais que o normal, começa a ganhar novos contornos as linhas de que se vai fazendo o dia de amanhã que gostamos tanto de pensar, falo no plurar por ser parte de toda a juventude, a vontade de fazer chegar o futuro mais rápido, e disso tambem faço parte, quem sou para destabilizar anos de evolução, tenho apenas medo de me esquecer aqui, e de esquecer onde está.
Encontrei aquilo que todos procuram durante a vida, os que encontram, alguns a deixam escapar por entre os dedos, sem saber o que fazem, pois só passado algum tempo a verdadeira dor de estar no espaço sozinho chega com todo o seu significado. Aos que não a deixam escapar, alimentam a visão que todos nós pretendemos alcançar do amor eterno, que rápidamente acaba na morte. Rápido de mais para uma vida sempre curta quando amada por alguêm, momento apenas na cadeia do universo. E o que fica de se ter amado eternamente enquanto ouve vida? Por mais que fique já não faz falta.
Efémora não é a dúvida, que passa vida por vida. Apenas isso.
Não quero esquecer onde tenho o amor, por mais tempo que passe, mesmo que seja só um momento, para nós é tudo. Encontrei o que já pensava ter encontrado, o que já não acreditava, mas tenho-o e não o quero largar, nem saber como isso é. Não posso pedir mais nada. Pode ser apenas uma gota no mar de vidas, mas dava a minha por um momento contigo, dava sem pensar em mais nada, o que sou já não importa, porque já não o sou sozinho. Assim o seria eu completo por um momento. Vamos celebrar.



Publicado por nunogoncalopaixao em 04:03 PM | Comentar (2)

maio 02, 2004


Gasoline.


Vivo de quem me dá energia pelo seu pensamento que por um segundo esteja em mim... Espero por um comentário, já sem forças, espero de esperança.



Publicado por nunogoncalopaixao em 02:40 AM | Comentar (1)

abril 29, 2004


Jo!!!


"Pára de olhar para mim. Deixa-me ser alguêm"
Uma frase que fica bem na musica que oiço, que é muito melódica, nem por isso, mas bem manipulada que foi tornou-se muito melódica. Mas de tanta as vezes a ouvir, outra e outra vez, começa a significar algo mais, pode perder o seu real conteúdo, mas para mim começou a ganhar novo significado, um profundo que é bem capaz de em momentos ganhar o triste estatuto de filosofia de vida... à dias, vezes que em mais nada se pensa que nesta frase que não é minha, mas é mais que o resto e ao mesmo tempo esperar que alguêm olhe para traz. Mesmo não achando que o mundo foi feito para nós, o que é uma tarefa hercúlia que só passa pela cabeça quando está tudo a correr mal, mesmo assim, quando se pensa que só somos mais um em muitos, mas mesmos muitos e cada vez mais, quando se passa dos problemas físicos, porque carnais são todos, e se pensar que estar sozinho não é solidão e custa mais estar rodeado por pessoas que não nos desviam o olhar, ai se sente a solidão, porque o silênçio de estarmos sozinhos é bem mais agradável que o barulho de não estarem a falar conosco. do extremo de se ser desprezado logo se passa para o de não tirarem o olhar de nós e esperar tudo o que não conseguiram deles próprios. Isso não é ser ninguem.
Só pensamos na morte quando ela por algum motivo passa mais perto, perguntamos pelos nossos amigos quando mais deles precisamos, sem sequer nos questionar onde estava quando não pensava que, se calhar, não sou o único com sentimentos. Conheço uma pessoa que se sente orgulhosa porque diz que fez a difícil escolha de ser solitário, mas o que é isso? Se o mais fácil é aturar-se a si próprio, viver com alguêm, isso sim é dificil. Porque só quando se acaba o amor, se pensa que se ficou com tanto para dar, porque o mundo acaba amanhã e só temos planos para depois, porque todos queria-mos estar cá depois, porqueo amor não tem nome, são só as coisas, é impossivel ser algo sem tirar das palavras o seu sentido. E nada é mais puro, que um beijo com amor.
a vida pode passar á nossa frente apenas separada por um vidro, que mesmo o fazendo vibrar, mesmo assim não o vejo na minha dor de ser quem sou, de ser-mos quem somos. Eu estou bem, porque o amor não morre, mas onde estava eu, quando a minha amiga precisou? Ocupado demais com a minha felicidade, sem querer partilhar o que ela me deu, sem ser capaz de sequer me ouvir. Era tão bom sorrires com o que eu nunca dei a ninguêm... Lembra-te que á quem viva do teu calor, dá-lhe a tua mão para seres alguêm.



Publicado por nunogoncalopaixao em 01:43 PM | Comentar (1)

abril 26, 2004


O céu pode esperar.


Já me tinha esquecido do inferno que era o meu quarto... Só prova a memoria curta dos homens, bastou uns poucos meses de temperaturas mais frescas, para logo sair da lembrança viva, a sensação de inferno que é estar no meu quarto. É mesmo muito desagradável. Fora do meu quarto esta muito mais fresco, a diferença pode não ser tanta como digo, mas isso é porque não o vivem, e nem sequer á uma brisa a passar pelo corpo, como se sente na rua e não se dá valor, o seu devido valor, porque não passa pela cabeça a falta que essa brisa que sempre nos vai companhando, umas vezes melhor, o tão enrraizada que tá. É tão naturar como nem nos lembrar-mos que a água se calhar, afinal, não chega para todos... Quando saio do meu quarto, para o quarto de alguém ou para a rua, sinto uma enorme sensação de bem estar, que mais ninguem deve sentir, porque mais ninguem sabe como é estar dentro do meu quarto, repito varias vezes a palavra quarto. Uma sensação que tambem só eu tenho, e espero só eu a vir a dar, é ir para outro quarto, sair de mim por algum tempo, deste inferno, e sem ir para o céu, sentir a mais bela forma de se estar, é bom de mais para quem vêm de onde venho, para quem tem o quarto que tenho.
É um quarto tão simples, tão belo, tão facil de olhar para fora e preferir lá ficar. Transpiro de ódio no meu, não de prazer, as mais belas expressões de amor não foram em mim. São belas demais para serem de mim, apenas em mim.
Sempre vivi em inferno, com apenas uma pequena ilusão já lá vão dois anos (o que na viva de um jovem é uma eternidade) e assim, de um momento para o outro, tiveram de descer para em mim chegarem, por não ter coragem de chegar, não ter vontade, a ambição que dá força de viver, força que nunca perdi, nem nunca a quero, mas que tinha guardado, num sitio bem fundo (quente, ah), tão fundo que estava demasiado perto do chão, e por baixo ia saindo se o verão fosse maior. É tão bom poder sair do meu inferno, sem ter na cabeça o pensamento perturbador de não ter para onde ir, ter de apenas conhecer o meu quarto, cada vez mais, e não poder ser que não sou á vontade, tortura psicológica que é não ter onde parar sem ter de dar explicações a mim próprio. Porque o mais facil é enganar toda a gente, mas enganarmo-nos a nós próprios... Porque basta por a cabeça de fora, para sentir o fresco que é não ser-mos que estamos condenados a ser.



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abril 25, 2004


Feliz


Hoje o dia esta belo outra vez, muito belo mesmo, para comemorar o 25 de abril a primavera deu-nos este magnifico dia para nos lembrar do calor da liberdade. Não menos belo e pensar nas ideias e forma que escrevo, e para quem escrevo, e quando, e essas cenas todas, que parece tão simples, tão facil de não se pensar, o dificil que foi conseguir-se este feito. não menos belo que os anteriores alias.
Tenho a cama por fazer, e não chama por mim, não me toca, é engraçado, quando sonho tenho a cama bem mais desarrumada. Hoje voltei a sonhar, e embora a personagem principal dos ultimos dois continue no centro da acção (e ponho enfase nesta palavra), já não foi a principal, não ela, mas sim a mãe dela, já tentei arranjar explicaçao para o facto, mas e algo que me ultrapassa, e sou veiculo longo de 2 ou mais eixos (ando a tirar a carta...) por isso, bem dificil de ultrapassar, E para mais, como se não basta-se, circulo em estrada nacional com via estreita de dois sentidos. pesso desculpa a todos os meus admiradores e fãs, mas por hoje não vou poder doar nenhum texto que seja mais que palavras, hoje não é dia disso, e apenas dia de ser feliz, e quanto mais ignorante mais feliz se é.



Publicado por nunogoncalopaixao em 11:41 AM | Comentar (1)

abril 24, 2004


Dormir sobre o assunto


Bem melhor. O dia está bastante bom, está aquele calor agradavel, bastante agradavel mesmo, não nos faz soar e podemos ai andar de manga curta e assim. a revista não só me aconselhou a criar um blog, que prontamente aceitei e aqui o lem, como tambem vinha com um cd de todos aqueles programas e assim, que ja os instalei todos, mesmo nao sabemdo para que servem nem sequer os seis pernunciar... mas com o tempo vai lá:)
A dor já se foi, como vai sempre depois de um pouco de sono. Sono que por mais profundo que seja, e sempre a parte mais movimentada do meu dia, ou pelos menos gosto que assim seja. Hoje tive um sonho, e a pedido de todas as familias que lêm o meu blog... não, não vou contar o meu sonho, é demasiado pessoal para eu me lembrar dele... é o problema dos sonhos... serem tão efémeros, desfazerem-se com o abrir dos olhos... para nunca mais voltarem, e fazerem-nos lembrar que a saudade existe, e faz parte do sistema operativo de todo o ser humano. E todo aquele esforço mental que somos obrigados a fazer para tentar recordar a parte que nos ficou na memoria... Que vivemos e faz parte das nossas recordações mas esta tapado pela quela branca que nunca mais de lá vai sair. E esquecemos, na tarde desse dia nem nos lembramos que sonhamos...
Mas existe um. Todos nós temos um sonho, que faz parte de nós e gostamos de recordar, seja por que motivo for. Estou-me agora a lembrar desse. Porra, lembro-me do que sonhei hoje... estranho, quero conta-lo a alguem.
São já dois dias em que sonho, mas não aqueles normais que passam... dos que ficam e não me interessa lembrar, apenas é bom os relacionar com factos e situações que nos acompanham no dia a dia, acho que se chama a isso dormir sobre o assunto...



Publicado por nunogoncalopaixao em 03:43 PM | Comentar (1)

Datas


Hoje é dia 24. apenas o começo desse dia. Não existe melhor altura para fazer este comentario. Existe uma data, muito importante para mim, que comemoro dia 23 para 24. Das duas uma, ou é 2 dias de comemoração ou entao é so um momento. que não existe, mas passa. Até contava a historia, mas estou com uma dor de cabeça... daquelas que se entranham pelo frontex que quase te deixam sem vontade de ver... essas mesmo, fica para a proxima, prometo.



Publicado por nunogoncalopaixao em 12:56 AM | Comentar (1)

O que vale a pena.


Não jantei... não me aptece... Escrevo como se fosse para uma multidão que me conhece de uma revista ou isso, mas so umas duas pessoas o vao ler, alem de mim é claro, e mm assim nao é ao mm tempo:) Se eu escrevesse sobre sexo, um diario erotico era capaz de ter mais leitores... e ja a tantos... e mesmo assim, e o que se vê. Sexo. gira tudo á volta disso. ainda so li um livro onde o sexo nao esteja no centro de tudo, entranhado nas entre linhas. ou mesmo explicito, nao importa, ta em tudo. talvez por isso seja esse o meu livro favorito. por ser um livro infantil que li ja grandito e percebi, que li outra vez ainda nao fez uma semana e é o retrato perfeito da humanidade. Já estraguei o livro... Ja lhe meto significados. Já nao e um livro de criancas... nao gosto disso.



Publicado por nunogoncalopaixao em 12:47 AM | Comentar (2)

abril 23, 2004


1o dia


Hoje é o primeiro dia. fiz o blog pk comprei uma revista que me custou 2.75 que me o sugerio. fiz pk hoje tou para o fazer. porque faço 5 meses com alguem que nao é muito especial, simplesmente é a especial e quero q fique registado. porque hoje tive a pensar. e mais vale fazer um blog.



Publicado por nunogoncalopaixao em 11:45 PM | Comentar (3)